Matriz make or buy: como decidir entre criar ou comprar?
Publicado em 25 de outubro de 2024/Última edição em 19 de junho de 2026/10 leitura mínima


Equipe Braze
Matriz make or buy: o que é e quando optar por cada estratégica
A matriz make or buy orienta decisões estratégicas que influenciam eficiência, competitividade e capacidade de inovação. Diante da pressão por crescimento sustentável, empresas precisam avaliar com precisão quando faz sentido desenvolver soluções internas e quando a compra externa oferece mais velocidade, segurança e retorno.
A análise é uma etapa central no processo de decisão e vai além de comparar custos. Envolve considerar impacto operacional, maturidade tecnológica, riscos, necessidades e prioridades estratégicas.
É nesse ponto que a estrutura make or buy se torna valiosa, pois ajuda a evitar escolhas impulsivas, reduz falhas de implementação e fortalece a criação de vantagem competitiva no longo prazo.
Pensando nisso, ao longo deste artigo você vai entender o que é a matriz make or buy, como utilizá-la na prática, quais são os riscos de desenvolver soluções internamente e o que considerar antes de optar pela compra de um software.
Boa leitura!
O que é a matriz make or buy?
A matriz make or buy (criar ou comprar) é um recurso usado para decidir entre produzir internamente um produto ou serviço ou contratar um fornecedor externo. A ferramenta analisa critérios como custo, competência técnica, capacidade operacional, qualidade, riscos e foco estratégico, apoiando decisões mais alinhadas aos objetivos do negócio.
A escolha entre criar ou comprar geralmente depende das prioridades, dos recursos e das restrições de tempo da empresa. Neste caso, a matriz make or buy ajuda a transformar o dilema em uma análise estruturada, revelando o caminho mais eficiente e estratégico para sua empresa.
No próximo tópico, confira como usar a matriz make or buy para decidir entre criar ou comprar um software.
Leia também: “Estratégia omnichannel: o que é? Quais são seus benefícios?”
Como usar a matriz make or buy para decidir entre criar ou comprar um software?
Avalie critérios estratégicos e operacionais de forma estruturada:
- custo: compare investimento em desenvolvimento interno com licenças, implantação e suporte do fornecedor;
- competência interna: verifique se há equipe qualificada disponível;
- tempo de implementação: comprar costuma ser mais rápido, desenvolver pode levar meses;
- diferencial estratégico: se o software for core do negócio, criar pode gerar vantagem competitiva;
- escalabilidade e manutenção: análise atualizações, suporte e evolução futura;
- riscos e dependência: avalie o grau de dependência do fornecedor e a dificuldade de migração futura.
O sucesso não vem apenas da aquisição da ferramenta, mas também da forma como é integrada ao ecossistema mais amplo e integrada à sua empresa.
Assim, é essencial entender quais riscos de criar internamente na matriz make or buy com um software de terceiro e como eles moldam a análise.
Quais são os riscos de criar internamente na matriz make or buy?
Aparentemente, criar produtos internamente pode parecer a melhor maneira de obter exatamente o que você precisa. Porém, quando uma ferramenta ou recurso não está vinculado ao negócio principal de sua empresa, é possível que a ação possa levar rapidamente a custos ocultos (e não tão ocultos).
É aqui que as equipes costumam enfrentar os principais desafios:
- acreditar que criar uma solução é um investimento pontual, quando na prática envolve um compromisso contínuo de atualização, suporte e evolução;
- dedicar tempo de desenvolvimento a demandas internas que desviam o foco de iniciativas realmente estratégicas para o negócio;
- lidar com soluções personalizadas que, embora sob medida, nem sempre acompanham mudanças rápidas na empresa, enquanto ferramentas de terceiros são projetadas para maior flexibilidade e adaptação;
- arcar com manutenção e resolução de problemas que consomem recursos ao longo do tempo e reduzem a capacidade de inovação;
- acompanhar o ritmo acelerado de novas tecnologias, padrões do setor e integrações prontas que fornecedores especializados oferecem de forma consistente.
Ao escolher uma ferramenta terceirizada confiável, você consegue manter sua equipe concentrada no que realmente importa (inovando em áreas que impulsionam diretamente seus negócios) enquanto se beneficia da experiência e da tecnologia fornecidas por especialistas.
O que considerar antes de comprar um software?
A compra de software não é uma solução mágica. Portanto, é importante:
- avaliar recursos, limitações e integrações da ferramenta antes da compra;
- analisar documentação, explorar funcionalidades e validar cases com o suporte do fornecedor;
- envolver equipes técnicas desde o início para garantir aderência às necessidades do negócio;
- revisar disponibilidade e qualidade da API, além de escalabilidade, desempenho e requisitos de segurança;
- confirmar compatibilidade com sistemas existentes para evitar retrabalho futuramente.
Considerar esses pontos reduz riscos, melhora a precisão da escolha e aumenta as chances de adoção bem-sucedida do software.
No entanto, mesmo com uma análise completa, um fator se torna decisivo: a capacidade da solução de se integrar ao ecossistema existente.
Assim, no próximo tópico, confira o papel da equipe técnica na implementação de ferramenta de terceiros e como a matriz make or buy avalia integrações e APIs para orientar decisões robustas.
Qual o papel da equipe técnica na implementação de terceiros?
As equipes técnicas assumem a maior parte da responsabilidade na hora de integrar uma ferramenta de terceiros. O conselho é que as equipes tratem a implementação como um projeto. Ao testar a ferramenta em diferentes cenários para detectar problemas antes que interrompam as operações, é possível resolver quaisquer desafios antecipadamente.
Dessa forma, você consegue garantir que as equipes estejam preparadas para o sucesso a longo prazo, e não presas tentando entender o que a ferramenta pode ou não fazer no futuro.
Também é importante evitar atalhos ou "hacks" não documentados na ferramenta, que podem levar à instabilidade e à manutenção adicional no futuro. Pensando novamente em trabalhar com a ferramenta, e não contra ela.
E qual seria o conselho dado por quem vivenciou a experiência?
Abrace a flexibilidade e a adaptabilidade. Tom Howard, engenheiro da equipe da Miro, foi um participante técnico e viu em primeira mão que nenhum software consegue fazer tudo. Embora haja ocasiões em que as limitações de uma ferramenta sejam muito significativas e seja necessário encontrar uma nova solução.
Pensando nisso, em vez de se apressar para substituir o software que não está servindo, ele aconselha perguntar: conseguimos ajustar nossos processos para que a ferramenta funcione para nós? Pequenas mudanças na forma como você usa a ferramenta podem, muitas vezes, liberar todo o potencial dela sem o incômodo e a despesa de mudar para outra coisa.
Às vezes, não se trata de encontrar uma ferramenta diferente, mas sim de fazer com que a que você tem funcione de um jeito mais inteligente para a sua equipe.
Dito isso, é importante entender as necessidades da sua empresa e qual problema carece de solução. Porque alguns recursos das ferramentas podem ser adicionais, o que acarreta custos extras. E a aquisição prematura de recursos que não serão usados posteriormente pode custar caro ou motivar o uso do recurso para justificar a despesa, mesmo que não seja benéfico para a empresa.
É importante ter conversas claras com as partes interessadas e priorizar metas de alto nível durante a avaliação e à medida que você se aproxima da implementação. Concentre-se no conjunto de recursos que realmente causam impacto, em vez de tentar obter tudo o que está em sua lista.
Ao alinhar os aspectos essenciais, você evitará complicar demais o stack de tecnologia e garantirá que as ferramentas selecionadas agreguem valor de verdade.
Leia também: “O que é personalização da experiência do cliente? Guia!”
Como a matriz make or buy avalia integrações e APIs?
A matriz make or buy analisa compatibilidade com sistemas existentes, facilidade de integração, disponibilidade de APIs, padrões tecnológicos adotados e esforço necessário para conectar plataformas internas e externas com segurança e estabilidade. Estes são critérios técnicos avaliados para decidir entre desenvolver ou comprar um software.
Comprar um software e descobrir depois que ele não possui os componentes necessários, como um SDK, pode gerar custos altos e atrasar toda a implementação do software.
Além disso, a recomendação é testar as integrações antes da decisão final. Você pode fazer a avaliação por meio de um ponto de contato com o fornecedor, que libera acesso temporário ao produto.
Assim, as equipes conseguem simular situações reais, confirmar se a ferramenta resolve os problemas esperados e usar o suporte técnico para ajustar integrações e validar se o software realmente atende às necessidades da sua empresa.
Quando a matriz make or buy recomenda comprar em vez de criar?
Embora criar uma solução interna pareça atraente, comprar pode ser uma decisão estratégica, pois geralmente oferece um caminho mais rápido para gerar valor. A aquisição permite acesso imediato a especialistas, recursos e boas práticas do setor, reduzindo riscos, acelerando integrações e fortalecendo a capacidade da empresa de escalar suas operações.
Porém, tenha em mente que nenhuma ferramenta é perfeita, mas, com a abordagem certa, é possível aproveitar o software adquirido e garantir valor consistente para a operação e para a estratégia do negócio.
A Braze, por exemplo, tem como case de sucesso a Dafiti, que usava sistemas diferentes para comunicações por push e e-mail em suas campanhas promocionais semanais, o que dificultava a execução de uma experiência integrada entre canais.
Ao procurar uma nova solução de engajamento do cliente, a Dafiti procurou a Braze. Então, depois dessa parceria, o e-commerce de moda e estilo de vida começou a fazer testes A/B em duas campanhas exclusivas no app e na loja online.
O resultado foi surpreendente, a Dafiti obteve uma taxa de conversão de 45% nos testes em relação ao grupo de controle. Além disso, a campanha construída junto com a Braze gerou um aumento de 85% nas conversões e um aumento de 300% na receita.
Como obter o máximo de valor de seus investimentos em ferramentas de terceiros?
Antes de avançar na decisão de compra, é importante iniciar as conversas entre as principais partes interessadas, como a engenharia. Afinal, a compra de uma ferramenta de terceiros e a descoberta de que a área de engenharia não tem a disponibilidade (ou a disposição) para implementá-la resulta em má estratégia.
E uma das melhores formas é engajar todas as partes interessadas relevantes no processo de decisão, permitindo que exponham suas preocupações e conversem sobre os problemas à medida que surgirem, em vez de surpreendê-las com a notícia de uma compra depois de concluída.
Uma boa abordagem para definir a matriz de make or buy é organizar um ponto de contato (PdC) com o fornecedor. Obter acesso por um período para permitir que você "experimente" o produto. No entanto, é importante que o PdC tenha uma visão clara do que é o sucesso. Por exemplo, chegar ao PdC com vários casos de uso claramente definidos que representam os problemas que se espera que a ferramenta resolva.
Em seguida, executá-los com a ferramenta para entender o desempenho da ferramenta no cumprimento desses casos de uso. Sempre que possível, aproveite o suporte do fornecedor para que ele possa ajudar a encontrar soluções.
Quando sua equipe decide comprar, a próxima etapa é fazer com que o investimento seja compensado. Não basta trazer uma ferramenta para a empresa. A forma como você a implementa e oferece suporte determinará seu sucesso.
Assim, as equipes técnicas desempenham um papel importante para garantir que a nova ferramenta se adapte aos seus negócios e forneça o valor previsto no momento da compra.
Como a Braze pode te ajudar na tomada de decisão?
Tomar a decisão de comprar uma ferramenta de terceiros é apenas o primeiro passo. O verdadeiro impacto aparece quando a solução é integrada corretamente, recebe suporte adequado e se adapta às necessidades e à realidade operacional da empresa.
A Braze apoia o processo ao oferecer orientação técnica, boas práticas de implementação e uma plataforma preparada para integrações robustas. O que permite que equipes avaliem com clareza o valor da solução escolhida e criem as bases para maximizar o retorno do investimento.
Com expertise global e suporte contínuo, a Braze ajuda empresas a transformar decisões estratégicas em resultados sustentáveis.
Quer saber mais? Entre em contato com nossa equipe!
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